terça-feira, 14 de junho de 2011

Zinco

O zinco é um micromineral essencial para as células e exerce funções estruturais, enzimáticas e regulatórias. Em sua função estrutural, o zinco participa na disposição espacial de enzimas e proteínas e em sua estabilização. Exerce funções enzimáticas sendo  fundamental na atividade de aproximadamente 300 enzimas. Atua também na atividade neuronal e na memória, além de ser necessário na ação de hormônios e no bom funcionamento de linfócitos e fibroblastos, sendo assim importante também na defesa imunológica e cicatrização. Esses são apenas alguns dos papéis desempenhados pelo zinco, que está amplamente distribuído no organismo: 57% de sua concentração na musculatura, 29% nos ossos, 6% na pele e 5% no fígado.

Por meio de difusão passiva e da mediação de carreadores do enterócito, o zinco é absorvido no intestino delgado, principalmente no jejuno. A albumina, então, transporta o zinco absorvido até o fígado, onde é transportado para as outras vísceras. No pâncreas, nos rins e no baço há uma grande taxa de renovação de zinco (turnover), já no cérebro e nos ossos essa taxa é bem menor.


A biodisponibilidade do zinco está associada a sua interação com outros nutrientes que podem aumentar ou diminuir a sua absorção. Alimentos ricos em fibras diminuem a digestibilidade e absorção do zinco uma vez que  possuem fitatos que se ligam ao zinco formando um complexo insolúvel. Há também inibidores que afetam a absorção do zinco, como por exemplo, o cádmio e o cobre que competem pelos mesmos sítios de absorção intestinal.
O ácido cítrico e a lactoferrina favorecem o aproveitamento de zinco pelo organismo. Por isso, o zinco do leite humano é altamente biodisponível, já que suas quantidades de ácido cítrico e lactoferrina são suficientes para que o zinco seja bem absorvido pelo lactente. Já o leite de vaca contém caseína, que inibe a absorção do zinco, e o leite de soja contém fitatos.


Devido às várias funções desempenhadas pelo zinco, sua falta provoca diversos problemas no organismo. Dentre eles pode-se destacar:
  • Retardo do crescimento
  • Hipogonadismo (retardo da puberdade)
  • Letargia mental
  • Pele espessa
  • Dificuldade para cicatrização
  • Anormalidades neurossensoriais

Na gravidez, a deficiência de zinco pode levar a:
  • Aumento da morbidade materna
  • Gestação prolongada
  • Trabalho de parto prolongado
O excesso de zinco também é prejudicial, podendo levar a uma intoxicação aguda ou crônica. A toxidade crônica é caracterizada pelo aumento de LDL-colesterol e a diminuição do HDL-colesterol, o que não é bom para o organismo já que a HDL é uma lipoproteína rica em proteína, que faz o processo reverso do colesterol, enquanto a LDL é uma lipoproteína rica em colesterol. Além disso, essa toxidade também provoca efeitos negativos sobre o sistema imunológico.

Fontes:
J.E. DUTRA DE OLIVEIRA, J. SÉRGIO MARCHINI. Microminerais, cap. 09. In: Ciências Nutricionais – São Paulo: Ed. Sarvier, 1998.
Imagens:
http://www.scielo.br/img/revistas/rn/v16n3/a11fig01.gif .Acesso em 09/06/2011 às 21h58min.
http://www.emforma.net/nutricao-saude/zinco.jpg Acesso em 09/06/2011 às 22h11min.
http://mauriciopupo.files.wordpress.com/2010/11/shutterstock_61314349.jpg Acesso em 09/06/2011 às 22h19min.

Postado por Letícia Pacheco


Como fontes alimentares ricas em zinco temos: carne bovina, peixe, frango, camarão, ostra, fígado, grãos integrais, cereais e tubérculos. Já as frutas e hortaliças não são fontes tão ricas assim.

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